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O efeito justiça e a Educação Brasileira
Denomino de efeito justiça os resultados da aplicação do princípio de justiça em atividades econômicas, esportivas, produtivas ou sociais. Observe que no futebol o Brasil é bem-sucedido porque o princípio de justiça é plenamente respeitado. Nesse esporte existe um considerável nivelamento de aprendizagem entre todos os cidadãos. A igualdade de oportunidade é satisfeita porque, o futebol, é um esporte que não requer formação especial nem equipamentos caros para ser praticado. Basta um terreno vazio e uma meia velha (cheia de trapos) para qualquer criança aprender e exercitar o futebol. Portanto, havendo igualdade de oportunidade, entre todos (pobre e rico, “moderninho e caipira”), cria-se um nivelamento que permite aos craques natos, aos que nasceram com este dom, com este talento, a sobressaírem em relação aos demais e serem assim notados e conseqüentemente selecionados, inclusive, para aprimoramentos técnicos e posteriores especializações em clubes profissionais, por exemplo.
A descoberta, em tempo hábil, das pessoas potencialmente melhores entre toda uma população, seja no futebol ou em qualquer outra área, (como científica, social, tecnológica, administrativa etc.), é um processo automático que se torna prático e viável ao estabelecermos o nivelamento de oportunidades. Esta técnica, justa e simples, faz com que as pessoas de maior potencial, as que têm verdadeira vocação, se projetem naturalmente e produzam o melhor de si em benefício próprio e em benefício do país.
Em todas as áreas, não-esportivas, é a educação fundamental a responsável por promover o justo nivelamento de conhecimento básico entre toda a população. O nivelamento é uma precondição para que os verdadeiros craques: da ciência, da tecnologia, da liderança pública, da diplomacia, do ensino e da justiça, possam descobrir a si mesmos e percorrer o caminho mais adequado às suas aptidões profissionais. Precisamos tornar a nação mais eficiente (com pessoas certas nos lugares certos) em todas as áreas de atuação da sociedade e não só no futebol.
Este efeito, benéfico e construtivo, conseqüente da aplicação do princípio de justiça está plenamente de acordo com um dos ensinamentos mais elementares de Jesus Cristo, onde Ele diz que basta temer a Deus, respeitando as diretrizes da criação e agindo de forma justa, e tudo o mais se processará de forma bem-sucedida.
A Educação Brasileira tem que se preocupar em encontrar os gênios naturais em vez de tentar “fabricá-los” a partir de estudantes economicamente favorecidos. As autoridades precisam entender que é inútil lapidar pedras comuns tentando transformá-las em pedras preciosas. A lapidação dá excelentes resultados desde que, a pedra, já seja preciosa no seu estado bruto. É antieconômico e antiprodutivo especializar quem não é naturalmente especial visando transformá-los em esteios da sociedade. Praticar a verdadeira justiça, nivelando a educação fundamental de norte a sul do Brasil, é o primeiro passo para encontrar as pessoas potencialmente preciosas e especiais que estão espalhadas pelos canaviais, pelos interiores agrícolas, ruas das metrópoles, periferias, favelas, famílias humildes, etc...
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