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Socialismo Católico e Socialismo Ateu
O Socialismo pode ser praticado de duas formas mais ou menos distintas: uma das formas é a atéia, mais conhecida como Comunismo ou “socialismo científico” de Marx. A outra forma é a Católica, mais conhecida como “socialismo utópico” e associado à caridade. Em ambos os casos o Socialismo tem motivações essencialmente sentimentais. Mas, o formato final, em cada país que o adota está relacionado a sua crença religiosa ou sua descrença religiosa, embora nem todos o admitam.
O modelo de Socialismo, que podemos chamar de Católico, está presente principalmente nos países de maioria católica, como França, Itália e Espanha. No Brasil, que atualmente não tem uma identidade muito bem definida, ocorrem muitas contradições nesta área. Mas, em função da aparência caridosa do modelo socialista, as pessoas simples, os ingênuos, os demagogos e os populistas são seus principais defensores.
O Socialismo ateu (Comunismo) que imperou na União Soviética de 1917 a 1991, não produziu boa coisa nos países por onde passou. Podemos analisar o desempenho da Coréia do Norte, Cuba, Vietnam, União Soviética etc., para constatarmos essa realidade. Já o Socialismo Católico tem algumas características bastante positivas. O problema é que atualmente está cada vez mais difícil separar o Socialismo Católico do Socialismo ateu. (Até os adeptos da teologia da libertação estão misturando cristianismo católico com marxismo ateu).
Depois da queda da União Soviética os ateus-marxistas, envergonhados pelo fracasso, deixaram de usar a palavra Comunismo e passaram a usar a palavra Socialismo. Palavra até então utilizada majoritariamente pelos povos Católicos (França em especial). Por isso, hoje, não sabemos ao certo quem é quem. O próprio PC do B (Partido Comunista do Brasil), tem usado o seguinte slogan: “Venha para o PC do B, o partido do socialismo”. Portanto, quando alguém se apresenta como socialista não sabemos ao certo se está divulgando o Socialismo católico ou o Socialismo “científico” (ateu).
O Socialismo Católico merece respeito porque, apesar de pouco produtivo em relação ao capitalismo protestante, procura evitar as explorações econômicas, as grandes desigualdades sociais, a concentração de riquezas em poucas mãos e, em geral, tenta fazer caridade aos mais necessitados. É verdade que na maioria das vezes tais objetivos esbarram em corrupções e jeitinhos sendo raramente alcançados da forma como foram apresentados para a sociedade. Mas, as iniciativas, sob o ponto de vista humano e social, são realmente louváveis.
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