Ética, Moralidade, Decência e respeito na TV - Implantação de um sistema de censura na TV
   
 
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Censura Ética e Moral na TV
 

No período do regime militar, na década de 60 e 70, os veículos de comunicação estavam sujeitos a uma forte censura executada por agentes da polícia federal. Naquela época, as produções artísticas tinham que passar pelo setor de censura antes de ser apresentadas em público. Isso quer dizer que a população só podia ver e ouvir o que a polícia federal previamente aprovasse. O objetivo era filtrar as “impurezas” dos veículos de comunicações. O objetivo era nobre, porém sua execução muito exagerada e a metodologia arcaica. Pode­mos até dizer que naquela época a conduta brasileira era controlada pela polícia federal através dos veículos de comunicação.

Passado o regime militar, o retorno à Democracia aboliu todos os órgãos de censura. Saímos do extremo de “filtro em demasia” e fomos parar no extremo oposto, “nenhum filtro”. A conseqüência disso logo floresceu, deixamos de ser controlados pela polícia federal e passamos a ser controlados pelos diretores de rádio e de TV. Hoje eles fazem de nós tudo o que bem querem, nos induzindo a isso ou àquilo através do que denominam arte, cultura e entretenimento, (pro­gramas de auditório, novelas, entrevistas manipuladas, reportagens tendenciosas, etc...).
 

 
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Muitos jornalistas, autores e diretores de TV, não se contentam em apenas dar lazer, divertimento e informação. A maioria quer reformatar o comportamento humano induzindo em nós (telespectadores) todos os seus desejos e fantasias para que os absorvemos e os pratiquemos como se fossem realidades. Eles se justificam dizendo: “é a vida imitando a arte”.

Essa influência, às vezes sutil, tem produzido muito mal à sociedade brasileira. Observe que a televisão obtém mais ibope quando faz apresentações escandalosas, exóticas, irreverentes e fantasiadas. Logo, a TV prefere artistas, diretores e apresentadores que também tenham estes perfis. Tal preferência influencia a população nessa mesma direção, isto é, na direção da vulgaridade, da indecência, da irresponsabilidade, da fantasia atraente porém destrutiva, da rebeldia etc... O grande problema é que essa linha de comportamento é típica do sistema pagão. Se não revertermos essa tendência, poderemos levar o Brasil a colher resultados também típicos dos povos de cultura pagã, (violências descontroladas, miséria, enfermidades, conflitos e dores de várias naturezas).

Precisamos nos conscientizar, também, da significativa influência do vocabulário no comportamento de um povo. Um vocabulário respeitador (sem palavrões, baixarias, etc.) induz o povo a agir de forma respeitadora e sem baixarias também. Já um vocabulário vulgar e desrespeitador, induz o povo a agir de forma vulgar e desrespei­tadora também. As forças do mal, tenham elas o nome que tiver, sabem que quando se altera o vocabulário de um povo, altera-se também o seu comportamento. Portanto, temos que encontrar uma maneira de zelar pela boa qualidade do vocabulário português, tanto na exatidão quanto na moralidade, para afastar esse mal sutil da nossa sociedade. Precisamos implantar um sistema de censura democrática para fiscalizar e disciplinar os veículos de comunicação, assim como fiscalizamos e disciplinamos todas as outras instituições comerciais.

É fácil ver que não existe insensatez nesta proposta se lembrarmos que já aprovamos um código de defesa do consumidor para nos proteger de abusos de comerciantes. Então, é natural que aprovemos, também, um código de defesa do telespectador para nos proteger dos abusos de “artistas” e anunciantes.

Além de criar um órgão para disciplinar os veículos de comunicação, precisamos elaborar uma lei que permita aos cidadãos processar toda e qualquer emissora sempre que se sentirem mal-influenciados por elas. O governo precisa dar aos cidadãos o direito de requerer indenizações para compensar eventuais conseqüências maléficas causadas por esta ou aquela emissora de TV.

Se um cidadão entender que o programa de uma determinada emissora, induziu, estimulou ou influenciou seu filho ou sua filha menor, à prostituição, à gravidez indesejada, ao envolvi­mento com drogas, à destruição familiar, à marginalidade e outros, ele deve ter o direito de solicitar uma indenização compatível com o prejuízo moral, econômico e físico relativo ao respectivo caso.

Sempre que um cidadão entendesse que por influência deste ou daquele programa, tenha sofrido qualquer tipo de prejuízo - seja por indução direta, por informação errada, informação enganosa ou tudo que tenha sido veiculado como bom, e que produzisse felicidade, mas que o cidadão concluísse que por influência dessas programações tenha sofrido desilusões, fracassos, infelicidade etc., ele deveria ter também a ajuda de órgãos competentes para processar a emissora em questão e ser indenizado segundo seu prejuízo moral e material. Até mesmo as pessoas que se enchessem de tatuagens, e mais tarde se arrependessem, alegando que só fizeram isso por influência deste ou daquele programa de TV, deveriam ser indenizadas pelas respectivas emissoras, de acordo com os prejuízos físicos e morais que cada um comprovasse.

Esta sugestão pode até não ser a melhor solução, mas alguma coisa precisa ser feita para tornar a televisão brasileira menos vulgar e mais útil à população. As pessoas de bem não podem continuar se omitindo ou presenciarão dia após dia o declínio da sociedade brasileira.

 

Valvim M Dutra
Extraído do capítulo 14 do livro Renasce Brasil.

Veja também:
 
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Excesso de Liberdades na TV

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