| |
O que é Paganismo Social e Religioso
Antes da era Cristã, há dois milênios, praticamente todos os povos eram pagãos (também chamado por alguns dicionários de “gentios”).
Tal padrão cultural, isto é, tal modelo de conduta e de vida era conseqüente da desinformação e da sobreposição do lado irracional sobre o lado racional dos seres humanos. (Era como se o corpo "animal" prevalecesse sobre a mente "educacional", ou seja, a carne prevalecia sobre o espírito.) Por isso, naquela época aceitava-se as promiscuidades, as imoralidades, orgias, idolatrias e violências com muita naturalidade. Isso era até, "justificável", porque o povo ainda não conhecia uma educação decente e social procedente do Criador.
Hoje, no entanto, alguns dos nossos políticos redescobriram o paganismo, mas acham que inventaram fórmulas evoluídas de conduzir uma sociedade. O modelo pagão (laico, pluralista, igualitário, sem-censura, etc.) é o formato mais rudimentar e arcaico de se conduzir uma sociedade. Este modelo não estabelece limites nem requer sacrifícios éticos e morais dos cidadãos. No sistema pagão, todos podem de tudo e do que bem quiserem sem se preocupar com conseqüências.
Em geral, o paganismo está ligado à ausência de limites, ausência de disciplina e ausência de abdicações preventivas de qualquer natureza. No paganismo, é comum a presença maciça de atitudes meramente prazerosas sem nenhuma preocupação com as conseqüências futuras. O efeito religioso (a multiplicidade de deuses, espíritos, orixás e divindades diversas) é apenas o lado mais evidente de um comportamento normalmente "prazeista" e descomprometido com o futuro. (Um comportamento demasiadamente "festivo" onde os desejos do corpo é que controlam a mente e não o bom senso).
No dia-a-dia, o paganismo vai se estabelecendo através da substituição do racional pelo mais prático e prazeroso, isto é, as pessoas passam a se submeter apenas ao que querem e não ao que se deve e a que convém se submeter. As conseqüências ao longo do tempo são fracassos seguidos de fracassos acompanhados de dores e miséria. Tais conseqüências levam as pessoas ao desespero e ao surgimento de adorações a inúmeras “divindades” como tentativa de soluções sobrenaturais. Portanto, paganismo não se restringe a insensatas adorações religiosas. Na verdade, é todo um conceito social do qual deveríamos nos afastar o máximo possível para caminharmos em direção ao sucesso. (Obs: Algumas enciclopédias internacionais definem paganismo como o padrão de comportamento social e religioso que não tem procedência profética, ou seja, não procede dos ensinamentos cristãos, judaicos ou muçulmanos).
Karl Marx, o idealizador do comunismo ateísta (tido como “socialismo científico”), identificou a forte ligação entre a miséria e a prática religiosa pagã. Ele só não soube diferenciar o conhecimento religioso pagão (conhecimento oriundo de lendas, mitos e utopias humanas) do conhecimento religioso profético (conhecimento procedente do Deus Criador).
| |