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Os primeiros cristãos herdaram dos judeus a idéia de que a salvação estava reservada aos que pertenciam ao povo de Deus, mas na medida em que se estenderam pela Anatólia, Grécia e Roma, acentuaram o sentido religioso dessa pertinência. "Os que são pela fé, são filhos de Abraão" escreveu aos gálatas Paulo, que se proclamava apóstolo dos gentios, enviado para evangelizar as nações -- porque os caminhos de Deus levariam à salvação final de todas elas, reunidas com Israel no povo de Deus.
Por extensão, o termo paganismo se aplica também ao estilo de vida das pessoas que não aceitam a existência de um único Deus criador de todas as coisas, cujo paradigma pode ser a sociedade greco-romana e, de certo modo, algumas sociedades que emergiram após os movimentos renascentistas. Essa "religião dos pagãos" - segundo a expressão do historiador hispânico Paulo Orosio (século V) - caracteriza-se por conceber deuses segundo o padrão, necessidades e desejos humano. Deuses sujeitos às mesmas vicissitudes, paixões e fraquezas de homens e mulheres. Deuses sem coerência teológica ou norma moral bem definida e objetiva.
No Brasil, também chama-se pagão todo aquele que não foi batizado.
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