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As cerimônias ocorrem em templos chamados terreiros; sua preparação é fechada e envolve muitas vezes o sacrifício de pequenos animais. São celebradas em língua africana e marcadas por cantos e ritmo dos atabaques (tambores), que variam segundo o orixá homenageado. No Brasil, a religião cultua apenas 16 dos mais de 200 orixás existentes na África.
Uma das festas mais conhecidas do candomblé brasileiro é a de Iemanjá, orixá feminino considerado a rainha dos mares e oceanos. A comemoração acontece no dia 2 de fevereiro, na Bahia, e na noite de 31 de dezembro, no Rio de Janeiro. Os devotos levam oferendas ao mar, e, segundo a tradição, Iemanjá surge envolta em espuma para recebê-las.
Nos terreiros, além de chefiar os rituais, os pais-de-santo e as mães-de-santo recebem os fiéis em sessões individuais para revelar o orixá de cada um, tradicionalmente pelo jogo de búzios. A identificação do orixá, ou santo no sincretismo, ajuda o fiel a entender a própria personalidade. Para o fiel, cultuar o Candomblé significa equilibrar suas energias (axés) com as energias de seu orixá.
Umbanda: Religião afro-brasileira nascida no Rio de Janeiro nos anos 20; fruto da mistura de crenças e rituais africanos e europeus. As raízes umbandistas encontram-se em duas religiões trazidas da África pelos escravos: a cabula, dos bantos, e o candomblé, da nação nagô. A umbanda considera o universo povoado de entidades espirituais, os guias, que entram em contato com os homens por intermédio de um iniciado (o médium), que os incorpora. Tais guias se apresentam por meio de figuras como o caboclo, o preto-velho e a pomba-gira. Os elementos africanos misturam-se ao catolicismo, criando a identificação de orixás com santos. Outra influência é o espiritismo kardecista, que acredita na possibilidade de contato entre vivos e mortos e na evolução espiritual após sucessivas vidas na Terra. Incorpora ainda ritos indígenas e práticas mágicas européias.
ATEÍSMO:
Postura filosófica baseada na negação da existência de qualquer deus. Dispensa a idéia de uma justificativa divina para a existência humana. Surge na Europa , na Antiguidade, mas permanece subjugado durante toda a Idade Média. Com o declínio do feudalismo, o ateísmo volta a ganhar força nos planos cultural, filosófico, político e social.
Na idade Moderna, durante o Renascimento, a idéia da negação de qualquer divindade e a recusa de explicações fundamentadas no sobrenatural, alia-se ao espírito racionalista - que prega a autonomia da razão - e à exaltação da ciência e do corpo.
Na Idade Contemporânea, influencia correntes filosóficas e movimentos político-sociais, como o liberalismo, o anarquismo e o socialismo.
No fim do século XX os ateus somavam 15% da população mundial. A grande maioria, aproximadamente 732 milhões de pessoas, concentrava-se na Ásia.
Fonte: resumos extraídos de enciclopédias.
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