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Para resolver estes e outros problemas semelhantes, proponho que o ensino técnico e superior sejam transferidos para os Estados, Municípios e iniciativa privada. O governo federal administraria apenas o ensino fundamental. A intenção é garantir que os antigos 1o e 2o Graus tenham o mesmo conteúdo e a mesma qualidade em todo o território nacional. Esta é, na verdade, uma das maneiras de proporcionar justa igualdade de oportunidade a todos os cidadãos brasileiros. Com esta mudança, os estudantes, tanto do Norte quanto do Sul, receberiam o mesmo alicerce educativo possibilitando a construção das suas carreiras segundo suas capacitações pessoais, e não segundo as posses de seus pais.
De uma forma ou de outra, o ensino profissionalizante (ensino técnico e superior) não pode continuar sob responsabilidade do governo federal e mantido unicamente com o dinheiro dos impostos (dinheiro que sai do bolso de todos os cidadãos, sejam ricos, sejam pobres). Por isso, precisamos implantar uma estruturação semicapitalista neste setor também para fazermos justiça a todos os cidadãos. O ideal é usarmos o dinheiro público para pagar apenas as instalações prediais e equipamentos. O custo operacional (salário de professores, água, luz etc.) deveria ser transformado em mensalidades cobradas dos próprios alunos. Assim diminuiriamos a injustiça praticada aos demais cidadãos que, por um motivo ou por outro, não têm acesso a este mesmo nível de ensino. Além disso, a participação financeira dos alunos ajudaria a diminuir o descaso de alguns professores que sob a máscara da gratuidade comportam-se como se estivessem fazendo favor ao aluno e à sociedade em geral. O método semicapitalista no ensino superior também ajudaria a equilibrar oferta e procura dentro da real necessidade de cada região.
De qualquer forma, é necessário a criação de um Instituto de Seguridade Social, conforme explicado no capítulo 8, para propiciar igualdade de oportunidade a todos os cidadãos. Com este Instituto, os alunos poderiam pagar suas mensalidades com trabalho público e comunitário. A união do conceito capitalista com o conceito socialista permitiria, inclusive, o fim do injusto e ineficiente crédito educativo. (Injusto porque requer ressarcimento dos alunos formados em escolas particulares, mas não requer ressarcimento dos alunos formados em universidades federais.) Em termos sociais, qual a diferença entre um e outro?...
Se olharmos com imparcialidade as outras nações ao redor do mundo, constataremos que o pleno desenvolvimento de um povo está intimamente relacionado à igualdade de ensino entre toda a população. Uma nação livre, que usa seus recursos financeiros de forma justa, entre todos os cidadãos, alcança mais desenvolvimento e prosperidade do que uma nação que usa estes mesmos recursos de forma injusta e desigual, mesmo que, inicialmente, a nação justa só consiga alfabetizar a todos, e ainda que a nação injusta consiga formar doutores, engenheiros, administradores, etc...
Este efeito, que para nós brasileiros pode parecer meio contraditório, ocorre porque o Deus Criador - Aquele que estabeleceu que o bebê ao nascer vai mamar por si mesmo, sem que ninguém lhe ensine, e que ao se lançar na terra um caroço de fruta, ele vai germinar e se reproduzir ao invés de apodrecer - também estabeleceu um planejamento para o desenvolvimento do ser humano. Este planejamento está firmado sobre o princípio de justiça, e não sobre o princípio da esperteza, do elitismo, clientelismo, apadrinhamento ou de meras filosofias atéias e pagãs. Portanto, tudo o que não for estruturado de forma realmente justa, (entre todos os cidadãos), dificilmente será bem sucedido.
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