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Os líderes católicos e evangélicos não podem se acomodar julgando-se perfeitos e corretos. Ambos precisam ser mais humildes e pesquisar continuamente para expurgar todo "fabulosismo", todo resíduo mitológico e toda insensatez que porventura ainda esteja infiltrada na prática religiosa. É preciso, também, dar maior enfoque aos, valores cristãos, junto à sociedade. A população precisa entender a importância de se viver segundo esses ensinamentos e não apenas cultuá-los. A religiosidade e os festejos são realmente importantes, mas é a prática dos princípios cristãos na sociedade que produz bons resultados humanos, sociais e econômicas.
Talvez já seja hora dos padres brasileiros se estruturarem para proclamarem a independência religiosa brasileira. Já é tempo de o Brasil promover uma reforma religiosa nos moldes protestantes, criando uma igreja semelhante à da Suécia, da Escócia, da Inglaterra, da Dinamarca, etc. Com esta modificação a Igreja poderia zelar com mais originalidade pelos princípios cristãos na sociedade brasileira. Uma igreja do Estado, genuinamente cristã (sem a "idolatria romana", embutida nos Santos disso e daquilo, e sem os "fanatismos evangélicos", teoricamente pentecostais), teria reais chances de promover uma unidade religiosa no Brasil e evitar o crescimento do paganismo (sincretismos diversos), seja os de origem indígena, asiática ou africana.
O povo brasileiro já está maduro o suficiente para ter sua própria Igreja sem precisar se submeter a autoridades religiosas estrangeiras e a antigas tradições da mitologia grego-romana. D. Pedro I, mesmo sendo da família real portuguesa, ergueu sua espada e deu um grito de independência a favor do Brasil. Portanto, nada impede que um padre, mesmo sendo um representante do Vaticano, erga sua Bíblia e proclame a independência cristã brasileira. (Desde que seja feito de forma planejada e com o aval do governo).
Hoje, o Brasil necessita de uma igreja verdadeira e que seja forte e influente no meio político para ajudar a consertar e moralizar a nação. Infelizmente, um mal disfarçado de prazer, lazer, liberdade e poder tem invadido algumas televisões brasileiras transformando-as em instrumentos de estímulo à dissolução familiar, estímulo à rebeldia e à indisciplina, estímulo à promiscuidade em vários níveis e estímulo ao desrespeito que se transforma em violência. Portanto, nossos padres e pastores não podem continuar inertes diante de tudo isso.
A verdadeira fé cristã pode não produzir os resultados imediatos de que tanto falam alguns grupos evangélicos. Mas produz fortes mudanças de comportamento que a médio prazo resultam em paz social, prosperidade e felicidade.
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