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Portanto, o governo poderia criar um serviço público obrigatório para homens e para mulheres sem, no entanto, prejudicar o futuro dos nossos jovens. Os rapazes que “sobrassem” do serviço militar -- durante o processo de seleção das Forças Armadas -- seriam encaminhados ao serviço público obrigatório. As moças fariam o serviço público obrigatório ao completarem 18 anos dando também sua contribuição social à nação. Moças e rapazes dedicariam um ano de suas vidas ao setor público brasileiro trabalhando como recepcionistas, auxiliar de escritório, atendentes, telefonistas, operador de limpeza e em toda e qualquer atividade onde jovens nessa idade estivessem aptos a trabalhar. Os jovens receberiam apenas uma ajuda de custo para alimentação e transporte.
O governo poderia instituir um serviço público obrigatório aos formandos de cursos superiores também. Neste caso, o serviço seria prestado dentro das respectivas áreas de cada formando, de forma que funcionasse como contribuição à nação e um bom estágio aos cidadãos recém-formados. Os Serviços Públicos Obrigatórios ajudariam a reduzir os custos das atividades brasileiras liberando dinheiro para investimentos estruturais e projetos sociais. Além disso, a participação de todos, quando ainda jovens, desenvolveria o verdadeiro espírito de “sociedade” em uma nação.
Independentemente do fato de o governo implantar, ou não, a proposta acima mencionada, precisamos melhorar a relação do trabalho público com a sociedade brasileira. O emprego público não pode continuar como instrumento de privilégios funcionais. Precisamos transformá-lo em instrumento de equilíbrio social e iniciação profissional. O emprego público deveria atender, mesmo que de forma temporária, às classes mais pobres, aos presidiários e ex-presidiários e aos jovens que precisam do primeiro emprego. Em um país, como o Brasil, existe muitos presidiários que poderiam cumprir parte das suas penas trabalhando em instituições públicas. Isso seria bom para os “marginalizados”, para a sociedade em geral e para a economia também.
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