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No caso agrário é necessário, também, a formulação de uma cota mínima média local. A cota mínima de cada localidade dependeria da produtividade média da respectiva região, ano a ano, e da extensão de cada propriedade. O objetivo é exatamente o mesmo que nas áreas urbanas: permitir a reaquisição da terra no ano Jubileu (sem custos adicionais) e garantir o pleno direito à propriedade privada tornando a terra mais barata e mais acessível aos interessados em fazer bom uso dela.
O percentual desta cota mínima de produtividade já seria suficiente se ficasse em 10% da produção de cada região. Estes 10% representariam o imposto propriedade e poderiam ser recolhidos aos estoques reguladores do governo como uma das formas de pagamento. Na hipótese de que o proprietário não fizesse este pagamento, anualmente, de acordo com a produtividade da respectiva região, então teria que pagá-lo em dinheiro, no ano Jubileu, para renovar o título de propriedade se assim o desejasse. Caso contrário, a propriedade retornaria para o Estado, inclusive, com todas as benfeitorias e construções.
Este imposto, do tipo específico (sem fins de arrecadar, mas de controlar), deve recair sobre todas as propriedades com área maior que um limite preestabelecido (por exemplo, 5 hectares), não importando se a propriedade fica no centro de uma metrópole ou numa região de interior. Tal metodologia é para evitar que eventuais “espertinhos” inventem maneiras de burlar esse novo sistema. De qualquer forma, a finalidade desse imposto não é explorar o produtor, e sim fazer o preço da terra agrária baixar deixando de ser instrumento de especulação e de opressão.
Um dos objetivos desse sistema é inviabilizar a propriedade inútil e especulativa. A meta principal é baixar o preço da terra e torná-la acessível ao maior número de pessoas. De qualquer forma, não podemos causar injustiça aos proprietários que fazem bom uso das suas propriedades e que não têm interesses meramente especulativos.
Este novo processo, de comercialização e controle da terra, possibilitaria maior eficiência econômica e justiça social em áreas agrárias. O novo sistema facilitaria a vida dos que necessitam da terra para morar e para produzir, e dificultaria a vida dos que querem a terra apenas para especular e para oprimir. Nesse sistema, utilizo o conceito capitalista para valorizar a terra, e o conceito socialista para fazê-la baixar de preço ou retorná-la ao Estado quando estiver improdutiva. Um título de propriedade com garantia de apenas 10 anos seria muito mais barato do que um título com garantia perpétua (conforme se comercializa atualmente). Portanto, o novo método possibilitaria que qualquer cidadão tentasse a vida no campo, caso desejasse.
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